Tour às Highlands e Isle of Skye desde Edimburgo

Reservar um tour às Highlands e Isle of Skye desde Edimburgo foi algo bastante fora do nosso estilo habitual de viagem. Não é que haja nada de mal em fazer tours, mas estamos tão habituados a explorar de forma independente que só a ideia de perder o controlo total do itinerário nos deixava com um nó no estômago.

Mas sejamos honestos, em que país é que encontras lagos com monstros, montes e riachos abençoados por fadas, cavalos que usam metamorfose para enganar pessoas e séculos de rivalidade entre clãs? Fazer um tour oferece mais do que uma oportunidade de conhecer a Escócia sem carro, é uma forma de dar vida à sua história, folclore e lendas. Uma forma de visitar lugares lindíssimos sem perder pitada das histórias que os rodeiam.

Por isso, depois de vários dias entre castelos, lagos, lendas e as estradas sinuosas das Highlands, valeu a pena fazer um tour de Edimburgo à Isle of Skye?

Capa do blog “Tour às Highlands e Isle of Skye desde Edimburgo” dos Chasing Gambozinos, com uma foto de um homem no Glenfinnan Viaduct, na Escócia.
Capa do blog “Tour às Highlands e Isle of Skye desde Edimburgo” dos Chasing Gambozinos, com uma foto de um homem no Glenfinnan Viaduct, na Escócia.

Tour às Highlands e Isle of Skye desde Edimburgo

Reservar um tour às Highlands e Isle of Skye desde Edimburgo foi algo bastante fora do nosso estilo habitual de viagem. Não é que haja nada de mal em fazer tours, mas estamos tão habituados a explorar de forma independente que só a ideia de perder o controlo total do itinerário nos deixava com um nó no estômago.

Mas sejamos honestos, em que país é que encontras lagos com monstros, montes e riachos abençoados por fadas, cavalos que usam metamorfose para enganar pessoas e séculos de rivalidade entre clãs? Fazer um tour oferece mais do que uma oportunidade de conhecer a Escócia sem carro, é uma forma de dar vida à sua história, folclore e lendas. Uma forma de visitar lugares lindíssimos sem perder pitada das histórias que os rodeiam.

Por isso, depois de vários dias entre castelos, lagos, lendas e as estradas sinuosas das Highlands, valeu a pena fazer um tour de Edimburgo à Isle of Skye?

Porque Escolhemos o Tour de Isle of Skye

Planear uma viagem à Escócia é como tentar apanhar uma roda de queijo a rebolar ribanceira abaixo – a coisa até nem parece difícil, até que o queijo começa a ganhar velocidade e lá se vai o teu plano de o alcançares. Há tanto para ver na Escócia que o teu itinerário cresce desmedidamente e se, como nós, tens planos de explorar a Escócia sem carro e com tempo limitado (tínhamos 9 dias), acabas por ter de escolher entre não visitar metade dos sítios ou encontrar um tour que cumpra as tuas expectativas.

Casas em Portree, admiradas durante a tour da Ilha de Skye.

Uma coisa estava clara desde o início: tínhamos que visitar a Isle of Skye. Por isso, depois de muita pesquisa, escolhemos a Experience Scotland’s Wild, que tinha uma avaliação de 5 estrelas no Google e um itinerário que cobria praticamente todos os destaques que queríamos incluir na nossa viagem independente.

Alguns dos pontos altos deste tour às Highlands e Isle of Skye desde Edimburgo incluem Glencoe, o viaduto de Glenfinnan, Old Man of Storr, Kilt Rock, Fairy Glen e Loch Ness.

Ah, e no máximo levam 16 pessoas por grupo, o que até me fez cair uma lagrimazinha, visto que há tours que levam mais de 30 pessoas. Sejamos honestos: uma paragem para ir à casa de banho já pode ser um desafio com 10 pessoas; com 30, ao segundo dia já estaria a fundar o meu próprio clã e a abandonar metade do grupo algures nas Highlands.

A empresa descreve o seu estilo como “SightDoing” em vez de sightseeing (o que explica a idade mínima de 12 anos), que era exatamente o que procurávamos. Eles oferecem três opções de tour pela Escócia (com passagem pela Isle of Skye):

Miradouro das Three Sisters em Glencoe.

Acabámos por escolher o tour de 5 dias, que incluía duas noites na Isle of Skye.

Todos estes tours começam tanto em Edimburgo como em Glasgow, mas todas terminam em Edimburgo, sem passagem por Glasgow no regresso.

Itinerário do Tour pela Escócia

Durante o nosso tour de Edimburgo até à Isle of Skye com a Experience Scotland’s Wild, visitámos tudo o que estava no itinerário e ainda conseguimos encaixar algumas paragens extra que acabaram por ser das melhores surpresas da viagem.

Vamos dar-te uma visão geral de tudo o que vimos para que saibas o que esperar, mas tem em conta que cada tour (e cada guia) pode oferecer uma experiência ligeiramente diferente.

Homem a admirar as montanhas durante a tour da Ilha de Skye desde Edimburgo.

Os guias fazem o possível por cumprir o itinerário, mas às vezes há fatores externos fora do seu controlo (como o humor imprevisível do tempo escocês). É por isso que escolher uma empresa de confiança faz toda a diferença – uma que consiga arranjar um plano B quando o plano A decide não colaborar.

Dia 1: De Edimburgo a Oban

Malas na bagageira, um “bom dia” ainda com a ramelinha no canto do olho trocado entre os passageiros e estávamos a caminho da primeira paragem deste tour pela Escócia: os Kelpies. Não estavam no itinerário original, mas estas impressionantes esculturas de 30 metros de altura homenageiam a lenda que fez com que muitas crianças escocesas não fossem as maiores fãs das aulas de natação.

Os Kelpies são espíritos aquáticos metamorfos que surgem normalmente como cavalos perto de rios e lagos. Diz-se que atraem pessoas para que os montem e, então, mergulham para as afogar (nada como uma boa história infantil para traumatizar a próxima geração).

Homem em frente aos Kelpies, numa tour pela Escócia.
Casas na vila de Luss.

Seguimos para a encantadora vila de Luss, situada nas margens do Loch Lomond. Há cerca de 30 pequenas ilhas espalhadas por este lago, incluindo uma que é habitada por uma colónia de wallabies – trazidos como “souvenir” da Austrália por Lady Arran Colquhoun há mais de 80 anos, vá-se lá saber porquê.

A caminho de Inveraray, parámos no miradouro Rest and Be Thankful, para…descansar e estar agradecidos (quem sou eu para contradizer o nome do miradouro). E aqui a paisagem já começava a mudar para algo mais “Highlands”, com vales profundos e montanhas escarpadas a perder de vista.

Vista do miradouro Rest and Be Thankful, na Escócia.

Inveraray foi o sítio perfeito onde esticar as pernas depois de almoço. Ainda conseguimos espreitar os jardins do Inveraray Castle, mas não entrámos porque estava fechado.

Partimos rumo a Kilmartin Glen, onde a paisagem se destaca pela presença de standing stones, ou menires (que as ovelhas parecem ter adotado como rotundas) e antigos túmulos em pedra. Estas estruturas são consideradas do período Neolítico e da Idade do Bronze, e apesar das várias teorias desenvolvidas por arqueólogos, ninguém sabe ao certo para que foram construídas.

Nós cá gostamos mais das teorias locais, que das dos arqueólogos. Dizem que algumas destas pedras eram pessoas, que foram transformadas em pedra como castigo, ou que são portais para o “Outro Mundo” – o reino das fadas e dos espíritos.

Uma standing stone em Kilmartin Glen, uma paragem durante a tour de Edimburgo às Highlands.

Terminámos o dia em Oban, uma vila adorável apelidada como a “Porta para as Ilhas”. O marisco aqui é dos melhores que vais encontrar em toda a Escócia e ver os barcos a chegar ao porto foi a forma perfeita de acabar o primeiro dia do nosso tour às Highlands desde Edimburgo.

Homem a sorrir com a cidade de Oban ao fundo.

Onde Ficar em Oban

Ao reservar este tour pela Escócia com a Experience Scotland’s Wild, podes optar por reservar o teu próprio alojamento ou pedir que eles o façam por ti. Em algumas zonas, as opções de alojamento são bastante limitadas, por isso, a menos que reserves com bastante antecedência, o serviço deles pode ser a única opção. Como planeámos tudo com antecedência, escolhemos reservar o nosso próprio alojamento para toda a viagem. Aqui ficam as nossas recomendações de onde ficar em Oban:

Dia 2: De Oban a Isle of Skye

Começámos o segundo dia do nosso tour a Isle of Skye desde Edimburgo a ver o nascer do sol junto ao passeio marítimo de Oban, onde vários Black Guillemots (umas aves fofinhas que parecem uma publicidade ambulante ao próximo filme do Venom) faziam as suas danças de acasalamento como se não houvesse amanhã.

Passeio marítimo de Oban e as suas casas.
Black guillemots no porto de Oban, Escócia.

Nota que, se o teu alojamento não incluir pequeno-almoço, pode ser preciso algum planeamento em locais como Oban. Confirma com antecedência se há algum café por perto que abra cedo ou compra alguma coisa num supermercado na noite anterior. A maioria dos restaurantes e cafés abre tarde e fecha relativamente cedo.

O principal destaque do dia foi viajar por Glencoe, o lugar que define as Highlands escocesas na imaginação da maioria das pessoas. É uma zona absolutamente espetacular, com montanhas gigantes a erguer-se dramaticamente de ambos os lados, cascatas a cada curva e miradouros com paisagens dignas de postal – parámos no miradouro das Three Sisters para admirar bem as vistas. Almoçámos no Glencoe Visitor Centre, onde também pudemos ver uma réplica de uma casa tradicional de turfa.

Mulher a visitar Glencoe, nas Highlands escocesas.
Uma réplica de uma casa de turfa visitada durante a tour às Highlands desde Edimburgo.

Em 1692 deu-se nesta zona o Massacre de Glencoe. Tropas do governo foram enviadas à casa do Clã MacDonald e mataram cerca de 38 membros do clã depois de terem vivido entre eles como convidados durante quase duas semanas, aproveitando-se da hospitalidade local. O ataque foi ordenado como castigo porque os MacDonalds tinham demorado (!!) a jurar lealdade ao Rei William III.

Também parámos no Castelo de Kilchurn, onde vimos as nossas primeiras vacas das Highlands da viagem (um dos momentos altos de qualquer viagem à Escócia e ai de quem diga o contrário), e no famoso Glenfinnan Viaduct, facilmente reconhecível para os fãs de Harry Potter como a rota do Hogwarts Express.

Vaca das Highlands, Escócia.
Homem a visitar o Glenfinnan Viaduct, famoso como a rota do Expresso de Hogwarts em Harry Potter.

Se estiveres a explorar a Escócia sem carro, podes atravessar para a Isle of Skye de ferry, mas nós optámos pela Skye Bridge e as vistas foram impecáveis. Passámos a noite em Portree, uma vila super amorosa, onde arranjar mesa para jantar é uma aventura por si só. Reserva com antecedência ou prepara-te para depender de petiscos de supermercado. Dito isto, sem querer puxar a brasa à nossa sardinha, conseguimos mesa nas duas noites – sorte ou puro charme? Nunca vais descobrir! (foi definitivamente sorte).

Onde ficar em Portree

Se achas que encontrar um restaurante em Portree é difícil, temos más notícias: encontrar alojamento não é muito mais fácil. Planear com antecedência é essencial se quiseres uma boa relação qualidade-preço.

“Boa relação qualidade-preço” em Portree é algo subjetivo, já que a oferta de alojamento é limitada e os lugares com preços razoáveis desaparecem num instante. Além disso, não esperes luxo, a maioria dos alojamentos é bastante simples.

Aqui ficam as nossas recomendações de onde ficar em Portree durante o teu tour pela Isle of Skye:

Bungalows no Radio Skye Pods, o melhor alojamento económico na Ilha de Skye, Escócia.
Quarto no Rockview, um dos melhores locais para ficar em Portree, Ilha de Skye.
Quarto no Somerled House, um dos melhores alojamentos em Portree, Escócia.

Dia 3: Tour pela Isle of Skye

O terceiro dia do nosso tour de Edimburgo até Isle of Skye começou com um pequeno-almoço delicioso no Birch Café e um passeio pelas casas coloridas do porto da vila, que dão vida à zona ribeirinha.

Casas coloridas em Portree, na Ilha de Skye.

A primeira paragem do dia foram as Fairy Pools (não incluídas no itinerário original), que acabaram por ser o melhor passeio matinal que se podia pedir. Rodeados por montanhas, seguimos um trilho ao longo de uma série de cascatas e piscinas naturais. Continuando na temática das fadas (fairy), visitámos depois o Fairy Glen, com colinas verdes ondulantes e formações rochosas incomuns que parecem saídas de um conto de fadas.

Fairy Pools visitadas durante a tour da Isle Skye a partir de Edimburgo.
Homem em frente ao Castelo de Dunvegan, visitado durante a tour pela Escócia.

Também tivemos direito a uma boa dose de castelos, com uma visita às ruínas do Castelo Duntulm e ao encantador Castelo Dunvegan – o castelo continuamente habitado mais antigo da Escócia. Explorámos o interior, passeámos pelos jardins e sentámo-nos junto ao Loch Dunvegan, onde vive uma colónia de focas cinzentas, na esperança de ver alguma aparecer para dizer olá, mas sem sorte (falta de chá…).

Podes comprar um bilhete que inclui uma excursão de barco para ver as focas onde quer que estejam.

Depois do almoço, esborrachei de tal maneira a testa contra o vidro da carrinha que acho que ficou a marca para a posteridade, por não conseguir tirar os olhos das falésias a erguerem-se do mar e das paisagens selvagens da Peninsula de Trotternish. De Kilt Rock e Mealt Falls até ao icónico Old Man of Storr, estávamos completamente maravilhados. Não tivemos tanto tempo quanto gostaríamos no Old Man of Storr, conseguindo apenas fazer uma caminhada rápida até um miradouro mais baixo. O tempo também mudou bastante depressa, por isso vamos definitivamente ter que voltar para uma caminhada a sério.

Mealt Falls em Kilt Rock, Ilha de Skye.
Mulher a fazer uma caminhada no Old Man of Storr, na Ilha de Skye.

Diz-se que Kilt Rock se assemelha a um kilt plissado, mas a semelhança é mais fácil de apreciar em fotos tiradas do mar do que do miradouro. Para conseguir uma boa vista da Mealt Falls, tens que esticar bem o pescoço para fora do miradouro, mas mesmo com um caudal de água reduzido (como nós apanhámos), vale a pena.

Terminámos o dia novamente em Portree, a pensar em como gostávamos de ter mais tempo nesta ilha. Era difícil acreditar que já tínhamos visitado alguns dos maiores destaques (para nós) deste tour de Edimburgo às Highlands e Isle of Skye.

A maioria dos tours inclui apenas uma noite em Portree, o que, depois da nossa experiência, parece-nos claramente pouco.

Foto aérea de Portree, na Ilha de Skye.

Dia 4: De Isle of Skye a Inverness

O dia 4 do nosso tour das Highlands e Isle of Skye foi relativamente curto em termos de tempo de estrada, o que nos permitiu chegar cedo a Inverness e aproveitar a cidade, muitas vezes referida como a “capital das Highlands”.

Nessa manhã tivemos direito a lavar a cara duas vezes – uma no hotel e outra no rio que passa pela Sligachan Old Bridge (não incluída no itinerário original). Diz-se que este rio foi abençoado por fadas e que concede beleza eterna e juventude a quem mergulhar a cara na água durante sete segundos e a deixar secar naturalmente. Posso agora confirmar, com toda a certeza, que a água encantada está avariada.

Era hora de dizer adeus à Isle of Skye e seguir viagem até ao Castelo de Eilean Donan, onde tivemos tempo para parar e explorar. Algumas pessoas escolheram entrar, enquanto outras ficaram pelos terrenos exteriores. É um castelo deslumbrante, mas confesso que teríamos adorado vê-lo com a maré cheia.

Se queres entrar no castelo, deixa a mochila ou saco na carrinha, porque não é permitido entrar com malas e a alternativa são uns cacifos caríssimos.

A seguir veio o tão esperado cruzeiro no Loch Ness, que parte do Castelo de Urquhart. Para ser sincera, a expectativa vinha sobretudo de todos menos de nós, já que eu já tinha feito o cruzeiro antes e achei-o um pouco sobrevalorizado. Ainda assim, muitas pessoas adoram – mesmo que a Nessie não tenha feito muitas aparições públicas recentemente.

Mulher a caminhar junto ao Castelo de Eilean Donan, um destaque de qualquer tour das Highlands desde Edimburgo.

Por volta das 16h, fomos deixados em Inverness, ainda com luz do dia suficiente para explorar a cidade. Passámos pela Leakey’s Bookshop (a livraria mais bonita das Highlands), comemos qualquer coisa no Victoria Market e terminámos o dia com uma última cerveja nas Highlands no Hootananny.

Homem em cima da ponte de Inverness, com duas igrejas ao fundo.

Onde ficar em Inverness

Inverness é uma cidade bastante grande comparada com os locais onde ficámos nas noites anteriores, por isso é relativamente fácil encontrar alojamento que se adapte às tuas necessidades. Aqui ficam as nossas recomendações de onde ficar em Inverness durante o teu tour pela Escócia:

Fachada da Cambeth Lodge Guesthouse, uma ótima opção económica em Inverness.
Quarto nos Art House Apartments, um ótimo local para ficar em Inverness.
Quarto no The Ambassador Hotel, o melhor hotel em Inverness.

Dia 5: De Inverness a Edimburgo

O último dia do nosso tour de Edimburgo às Highlands e Isle of Skye tinha chegado e não conseguíamos parar de pensar na variedade de experiências que tínhamos vivido em apenas cinco dias – encheu-nos o coração e ao mesmo tempo ficámos tristes por estar a terminar.

O nosso dia começou com uma lição de história nos terrenos de Culloden Battlefield, o local da última batalha travada em solo britânico em 1746. O nosso guia mostrou-nos o espaço e partilhou connosco tanto a versão “historicamente correta” (tal como está registada nos livros), como aquilo que alguns escoceses acreditam ter acontecido. Foi super interessante.

Os campos do Culloden Battlefield, visitado durante a tour das Highlands desde Edimburgo.

Tivemos a opção de reservar um tour guiada adicional com os guias do campo de batalha, mas não sentimos necessidade, já que o nosso guia fez um trabalho incrível.

Para animar os espíritos, a paragem seguinte foi a degustação de whisky na Dalwhinnie Distillery, famosa por produzir um suave single malt das Highlands – um estilo que normalmente agrada tanto apreciadores, como pessoas que habitualmente não bebem whisky.

A caminho de Edimburgo, fizemos uma última paragem surpresa na floresta de The Hermitage, que é um verdadeiro tesouro e exatamente o tipo de contacto com a natureza que o dia precisava para terminar em grande.

Cascata no The Hermitage, na Escócia.

Antes de darmos por isso, já eram as 18:40 e tínhamos chegado a Edimburgo. Era hora de nos despedirmos do nosso guia e dos companheiros de viagem, depois de 5 dias a explorar a Escócia.

Prós & Contras do Tour das Highlands e Isle of Skye

Em traços gerais, o nosso tour pelas Highlands e Isle of Skye com a Experience Scotland’s Wild foi fantástica e é uma daquelas experiências que voltaríamos a fazer sem hesitar. Ainda assim, como qualquer viagem, há algumas coisas que faríamos de forma ligeiramente diferente. São uma questão de gosto pessoal, mas aqui ficam para tua consideração:

O Que Mais Gostámos no Tour das Highlands e Isle of Skye

  • Conseguimos ver os principais destaques da Escócia em apenas cinco dias – sem nos preocuparmos com qualquer tipo de planeamento e não foi preciso descartar do itinerário destinos remotos só por serem difíceis de alcançar de transportes públicos.
  • Não tivemos de conduzir nas Highlands – conduzir do lado contrário da estrada já seria uma dor de cabeça, mas juntar à equação as estradas de via única em Skye e o caos que o estacionamento pode ser, teria dado cabo de nós.
  • As histórias dão vida à Escócia – sem isso, muitos lugares seriam apenas vistas bonitas. As histórias que o nosso guia partilhou sobre a Escócia foram um excelente extra: divertidas, informativas, memoráveis e algumas ligeiramente duvidosas (a Escócia claramente ultrapassou a sua quota de fadas e monstros).
  • O tamanho reduzido do grupo – com um máximo de 16 pessoas, a experiência é muito mais pessoal do que em tours grandes de autocarro. Também é ideal para viajantes sozinhos, casais ou grupos de amigos, já que o ambiente é naturalmente social sem ser forçado. O nosso grupo incluía uma família, 3 viajantes a solo, um grupo de amigos e vários casais.
Um homem numa ponte no The Hermitage, durante uma tour da Escócia.
  • As paragens para almoço foram uma agradável surpresa – nas Highlands, a escolha deixa de ser “onde é que te apetece comer?” e passa a ser “ora parece que é isto e pronto”. Felizmente, todos os sítios onde parámos tinham comida saborosa e preços razoáveis.

Também vale a pena mencionar que fizemos imensas paragens para ir à casa de banho ao longo da viagem e que na maioria dos locais tivemos tempo suficiente para disfrutar e tirar fotos. Também agradecemos o facto de nos irem buscar e deixar ao alojamento todos os dias, o que evitou andar a arrastar malas até pontos de encontro aleatórios.

Algumas Coisas que Mudaríamos

  • Melhor distribuição das paragens na Isle of Skye – o único momento em que nos sentimos realmente apressados durante toda a viagem foi no Old Man of Storr. Como nem todos no grupo estavam interessados nesta paragem, quem estava sentiu que não tinha tempo suficiente. Considerando que foram adicionadas paragens adicionais ao dia, a gestão do tempo poderia ter sido melhor para garantir que esta paragem tivesse o destaque que merece.
  • Sem alternativas para as “atividades opcionais” – o cruzeiro no Loch Ness e a visita à destilaria são tecnicamente opcionais, mas é necessário confirmar com antecedência para que os bilhetes sejam reservados. Como ambos os locais ficam em zonas remotas, com pouca coisa por perto para explorar, não há um plano alternativo para quem não quer participar – ficas basicamente à espera. Por isso, estas atividades deviam ser incluídas no tour e não apresentadas como “opcionais”.
  • Entradas não incluídas no preço – a maioria dos castelos e atrações não está incluída no preço do tour. Embora isso permita alguma flexibilidade sobre o que visitar, seria bom se mais entradas estivessem incluídas no pacote.
Destilaria Dalwhinnie na Escócia.

Apesar destes tours terem muitas horas de autocarro, não achámos que fosse nada dramático, já que são feitas várias paragens pelo caminho. Dito isto, se não estiveres habituado a dias longos de viagem, pode resultar-te intenso estar em movimento desde a manhã até algures entre as 16:30 e as 20h.

Tour de 5 Dias pela Escócia: A Nossa Opinião

O tour pelas Highlands e Isle of Skye desde Edimburgo com a Experience Scotland’s Wild foi exatamente o que procurávamos e ficamos felizes por a recomendar. O itinerário passa por todos os sítios a não perder e embora não haja grandes caminhadas, existem vários passeios curtos em locais deslumbrantes. Ainda assim, é preciso um nível razoável de forma física, razão também pela qual não são permitidas crianças com menos de 12 anos neste tour.

Sejamos honestos: poder ver tudo isto sem termos de conduzir foi ouro sobre azul.

Prepara-te para mudanças rápidas de tempo – tivemos alguma chuva pontual, mas como dizem os escoceses, “se não gostas do tempo, espera 5 minutos”. E de facto, pouco depois a chuva passava e o céu azul voltava a aparecer.

Mulher a visitar as Fairy Pools na Ilha de Skye, com uma cascata ao fundo.

O ritmo e a variedade do tour foram bem equilibrados, com uma boa mistura de história e natureza. Houve sempre tempo para conversar com o guia e com o grupo, mas nunca de forma forçada. Tivemos o nosso próprio espaço, ao mesmo tempo que partilhámos bons momentos com pessoas cinco estrelas quando nos apetecia socializar.

Tour da Isle of Skye desde Edimburgo FAQ

O alojamento, refeições e todas as visitas/atividades estão incluídas no preço?

O tour de 5 dias pela Isle of Skye e Highlands desde Edimburgo com a Experience Scotland’s Wild não inclui alojamento nem refeições. Ainda assim, há sempre garrafas de água disponíveis gratuitamente e o nosso guia tinha um stock interminável de doces à nossa espera quando voltávamos para a carrinha.

Alguns dos castelos visitados requerem bilhetes de entrada comprados no local, normalmente entre £13,00 e £17,50. Para além disso, tanto o cruzeiro no Loch Ness (£36) como a degustação de whisky (£26) são extras opcionais.

Onde começa e acaba o tour pela Escócia com a Experience Scotland’s Wild?

Podes reservar tours de 3, 5 e 7 dias com início tanto em Edimburgo como Glasgow. No entanto, todos os tours terminam sempre em Edimburgo, mesmo em frente ao The Jolly Botanist, que também é o ponto de recolha em Edimburgo.

O que devo levar?

Leva um casaco leve impermeável e sapatos resistentes ou botas de caminhada. Dependendo da época do ano, luvas e um gorro também podem dar jeito. Se viajares entre Abril e Setembro, é boa ideia levar repelente de mosquitos (para as midges – um mosquitinho pequeno e chato). Vimos bastantes, mas não pareceram muito interessados em nos morder, por isso não há motivo para entrar em pânico – mas mais vale prevenir do que remediar.

A Experience Scotland’s Wild oferece outros tours?

Só fizemos este tour* com eles, mas a Experience Scotland’s Wild também oferece outras excursões, tanto de vários dias, como de apenas um, com saída de Glasgow e de Edimburgo. Se tiveres pouco tempo e estiveres apenas à procura de um tour de um dia, pode valer a pena espreitar estas opções:

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